“O Cavalo de Água”
Em uma ilha remota e bela,
com rochas e densas florestas, onde nenhuma homem era permitido pisar havia o
lar de estranha magia, encantamento e maravilhas por muitas vezes escondida por
fortes nevoeiros que traziam ventos frescos e umidade cósmica advindas do
mistério supremo. Um lugar nunca habitado,era reservado aos encantos de onde
nasciam seres fantásticos e toda sorte de boas aventuranças. Neste lugar que
nem ao menos se poderia ter nome, pois se algum desavisado ousasse nomear cairia
fulminado pelos raios do incógnito. Nesta ilha nasceu um dos mais esplendidos
seres que já respiraram e tocaram o solo de nossa morada. O Cavalo de Água. Que neste relato antigo e confuso se faz por
gerações:
Nasceu em um dia de estranho calor e difícil
calmaria das ondas. Quando em um canto brilhante do desfiladeiro de rochas escorria
um filete de água pura e radiante, e ao final de uma praia curta, estreita se
encontrava ao mar gigante, e na areia se lançava sua queda final antes de se
misturar a imensidão das águas do mar nunca contemplado.
A água zumbia
suave, as plantas balançavam calmas, e da união da areia e água do filete
cachoeira ;no exato lugar que se impactava com o mar, nesta junção de areia,
água da cascata e mar, um pequeno tremor se sentia, a areia se remoia, tudo se
inquietava, se sentia.A enseada calma clama e canta por seu nascimento. Aos poucos o filete de
água sobe com a areia, uma onda se avoluma, este espectro se levanta em forma
de furação funil, girando ate as copas, alguns segundos suspensos no ar, e o
vento grita arrancando folhas e retorcendo os galhos, o mistério se faz sentir.
O espectro de água e areia, mais puro e límpido que toda a pureza e limpidez se
precipita fulminante se enterrando na areia e fechando o movimento e os ventos
e nada mais aparenta como antes.
Agora esta como o silencio
de antes.algum tempo se passa e na areia se levanta duas narinas claras e fúlgidas, e como um espirro forte se levanta
do chão da praia de areia o seu focinho, no bufo inicial de sua vida as
partículas de areia voam e se lançam ao céu, elas se encantam em minúsculos
grãos coloridos se ascendem ao firmamento rapidamente se unindo as outras
estrelas no zodíaco cintilante. O seu focinho já consegue respirar mas seu
restante corpo enterrado esta! Difícil vir a superfície, toda sua força é digna
de espanto e por minutos de peleja, avanços e retrocessos ,a terra em tremores
constantes ate sua cabeça aparecer e subir a tona,relinchando a decibéis
absurdos, aclamando o ar em sua volta que treme, sismo por toda ilha, luta
valente e com um olhar forte e decidido,
em seus olhos lagrimas de um estranho liquido azul escorrem. Exalam tudo aquilo que
ninguém pode descrever de maravilhoso e sublime. Em um pulo elegante,
dissonante e macio, saia de uma vez da areia espirrando suas águas de seu corpo
de água límpida e seus cascos de areia, se levanta e sua postura é altiva espetacular.
Assim ele nasce. O cavalo de Água .Agora pode existir, estar! Com olhar
penetrante arrepiando sua Crina esvoaçante desabrochou da areia e água sua ascendência
significante!
De tudo
quanto se conhece de alegria advem desse lugar. Perguntam por sobre o que e por onde encontrar tal lugar. Cada passo
equino esparrama gotas e esquichos de água tutti frutti, as arvores pelo
caminho se enclinan para poder sentir seu cheiro que tanto ouviram falar as
caravanas e carruagems que nestes caminhos gélidos passaram por um antiga rota
de comercio, que todos os bens já trafegaram. Ele passa rápido em desabalada
velocidade de potro novo, como um piscar, um vulto sem sombra . seu som manso e
forte chega devagar e se apossa brilhantemente da audição. som mais puro, mais
gracioso, mais eterno e tenro já ouvido, que ate quem não tem ouvidos pode
ouvir tamanha sua beleza. Nada o impedi, esta a conhecer seu lar a partir de
agora. Trota sem esforço, em uma curva derrapa desajeitado, novos movimentos
aprenderá da melhor forma. Se recompõe do primeiro susto, se levanta bufa,
relincha agressivo conta o mundo, volta a trotar e como águas fervendo nos
olhos, passa a galopar, os animais se assustam de sua formidável
velocidade, sorri, grita e baba de força
diante de sua tração absurda, diante de um riacho, o final da linha do bosque,
caminho da caravanas , se lança como uma águia em direção a água do riacho, no
ar plana perfeito, por alguns segundos sem fim, um relâmpago o toma e o faz
inconsciente, e assim suas águas precipitam nas águas do rio e desaparece.
Lampejos de
goticulas de águas transparentes, são borrifadas todas as noites sobre as
folhas verde escuras de veludo, nenhuma arvore igual a outra. Ao fundo sem
foco, após um rasante lento e pesado por sobre o riacho, posso ver dois troncos
se entrelaçando, formando uma trança bela e simétrica. As gotículas de água agora irão dormir mediante a
guarnição do espírito que faz tudo
repousar. Cada gota, se assenta em uma folha dessa floresta magistral. De fato
algumas folhas balançam pelo peso da gotícula, outras se arrepiam de carinho
sentido. Todas elas repousam em milhares
de folhas, pois o nosso ser precisa aprender a domar seu ímpeto e o incógnito assim planeja sem sabermos. Um
vento brando e gelado carregado de cristais de gelo de Pangéia sussurra e tudo
ouve: - sábio repouso caia sobre ti e seus poderes, amanhã novas profecias
aprenderá sobre si e suas águas
escorrera como sangue sobre seus cascos!
A noticia
chega pela noite
Ancestrais de Atlas estavam confusos diante
das noticias, eles se fundiam, mergulhavam, se arguiam entre si, separavam –se
longamente com adventos suspeitos do calor central do planeta, algumas delas
moribundas bebiam e comiam, tudo se
agitava diante da noticia do surgimento do rumor cavalo de água. Nada tinham a
entender, preocupadas, frenéticas trombavam em agitação melancólica.
A mais clara
entre elas, parecia inquieta, procurava conselhos entre a irmãs. A mais escura
e verde admirava o fogo crepitando eternamente dançando em fagulhas risonhas. A
mais neutra das cores, a mais previligiada, discursava ha anos sobre o evento
noticiado e suas lagrimas evaporavam tão,logo tocavam o solo e corriam em vapor
a velocidade instantânea a se juntar sobre o orvalho da floresta para
testemunhar o ser de água novamente surgir. A mais vermelha, que sabe tudo, sem
as outras saberem continua trabalhando como sempre. As outras, de cores
perfeitas se misturam sempre e delas nada se pode saber.
No
sono do Cavalo ;
moléculas se Reagrupam, e em portas escolhidas podem entram agora. Cada
uma escolhe seu destino. Há plenitude
sobre o lugar sem tempo, e as dimensões conflituam devagar, procurando o
encaixe. O destino, passado e futuro,
formulam um brilho desconexo. Um homen senta-se sobre a pedra, inclina a
cabeça e se desfaz sumindo sereno no
brilho do olhar. E indo alem, alem do calculo,
da finitude e do perdurio que começa com
o final. E alem do
previsível, somente alem de onde se pode
chegar, do flash da alegria. Morfeu rindo baixo e com serenidade, um sorriso
com afeto sempre no passado. E indo alem, alem do calculo. Quanto longe ele
pode chegar, se arguiam dois velhos sábios sem barbas. Um deles disse olhando
para o sol do meio dia: - se ele encontrar alguém em quem acredite!
O outro disse em seguida: sim, na solidão, talvez ele encontre um
propósito. Mas se ela acredita que o presente morreu e se foi com a chuva!
Mas somente se emergir um afinco desejo de liberdade!
Mas agora, não poderíamos arriscar perde-lo na vigília sem aprender suas
forças.
Mas veja, não é que ele esta errado, so ainda não sabe se esta com uma
orelha atenta aos ruídos dispersos na nevoa que o cobre!
Sangrentos beijos entre o bem e o
mal, louvam as intenções abaixo das nuvens recém criadas!
O seu mundo pavimentado com essas boas intenções sem corrigir seus
desejos criam alguns venenos!
Sonânbulo
despertar
Eu consigo, eu aprende, com estas emoções, eu suporto, eu passarei sem
uma cicratiz, talvez 2 ou 3. E no mar das oportunidades, que enterramos em
nossas dores, sem saber que o profundo céu azul é negro. Mas eu estou tão
distante, como você pode ver, a força veio junto mudando pelos milhares de kilometros rastejados, e posso chorar,
lagrimas pesadas escondidas e sem uso. E na face dos deuses impávidos sem
opinões,. As coisas sempre podem desafogar em crenças, eu sei, ouve-se um tentar, então ele tenta. Escorrido pelo aparato sem amor, seus pelos
se recolhem sem ninguém conhecer. Os encontros tão dependentes de olhares de
apoio e aprovação genuina, ou Quiça
apetite. Então ele pode cruzar as linhas impossíveis, entre estar errado
ou certo tempo todo. Não importando as
consequencias, ela não será tua, não! Talvez nunca mais, Nem em seus sonhos,
não durma, pois os ruídos são assustadores nas trilhas da floresta, e o mundo
massageia aqueles que encontram uma resposta conveniente. E para sempre ele não
pode negar, mas ele depende se alguém em quem olhar com afinco, sem tremular
seus lábios e sem embargar a voz ainda
aguda. Nunca fez algo para merecer, sempre buscando um alguém que se importe.
Se levantando, se lembrando como um sacerdote perdido nas floresta sem
aconchego rezando sem fé. E a razão, esta não pode ser pega, não pode passar
por ela sem ódio, sem arrogância de conhecer sem duvidar.
Sua fala se articula com os
pássaros, que o seguem em seu voo correndo pela planicie alagada entre os dois
mares .Cadencia mansa, e seus olhos avistam uma sorte ao horizonte, os pássaros
o acompanham a rasantes e mergulhos, eles gorjeam, por ser mais bonitos e por
seduzir seus pelos esvoassantes pelo vento úmido da pântano. Linda imagem de
textura impar, cavalo de água, galopando na planície, como uma criança correndo
sem cansar, como uma Deus tranquilo sem maldade e desesperado, como uma flecha sem veneno, sem
resistência. Cavalo de água, sem roupas, sem aplicações a que se preocupar, em
lampejos por horas ele aprende a correr e usar suas forças. E as cores se
agrupam diante do sol, ao horizonte. As arvores brotam na planicie repentinamente,
algumas flores borboleteiam por sob seu rastro fazendo ele ter que desviar
delas, pois crescem rapidamente assim que cada casco, cada pata toca o solo. Germinar, crescer e
evoluir, adultez, arvores, sequoias, jacarandas, mognos, cedros, palmeiras
gigantes, aboboras retumbantes. Bosques verdes, pois as cores verdes tonalizam
e o seguem para sempre. E o verde é sempre a cor prevalecente. E assim ao
acordar e praticar seus talentos ele tem um dia de vida, que diz: eu sou, eu
sou, eu sou, eu sou!
E vem o frio!
No frio, no gelo é que se conhece, se aquece, se testa o couro. Nem
sempre os flocos são etéreos, são chuvas de beleza diante da lua clara
amarelada. Ele se esconde em cavernas, após o fim da planície cavalgada durante
dias a fio. No horizonte ao final do ultimo dia de viagem pela planície, avista
as montanhas, e conhece a lua amarela entre dois cumes altos e afiados. Ele para com um pequeno derrapar. Percorre no
olhar o leste e o oeste. Uma brisa gélida o atinge, balançando sua crina . um
outro vento mais forte lhe diz em tom firme e sincero: - sou o frio e não irei te proteger mais por algum tempo.
Cavalo de água, gira seu longo pescoço, olha para trás e vê a planície sem fim
ao sul. a frente a lua começa a se esconder atrás da montanha mais baixa, um
novo vento lhe sussurra com voz feminina:- Venha, Venha, sou seu destino!