quinta-feira, 25 de junho de 2015

“O Cavalo de Água”





Em uma ilha remota e bela, com rochas e densas florestas, onde nenhuma homem era permitido pisar havia o lar de estranha magia, encantamento e maravilhas por muitas vezes escondida por fortes nevoeiros que traziam ventos frescos e umidade cósmica advindas do mistério supremo. Um lugar nunca habitado,era reservado aos encantos de onde nasciam seres fantásticos e toda sorte de boas aventuranças. Neste lugar que nem ao menos se poderia ter nome, pois se algum desavisado ousasse nomear cairia fulminado pelos raios do incógnito. Nesta ilha nasceu um dos mais esplendidos seres que já respiraram e tocaram o solo de nossa morada. O Cavalo de Água.  Que neste relato antigo e confuso se faz por gerações:

 Nasceu em um dia de estranho calor e difícil calmaria das ondas. Quando em um canto brilhante do desfiladeiro de rochas escorria um filete de água pura e radiante, e ao final de uma praia curta, estreita se encontrava ao mar gigante, e na areia se lançava sua queda final antes de se misturar a imensidão das águas do mar nunca contemplado.
A água zumbia suave, as plantas balançavam calmas, e da união da areia e água do filete cachoeira ;no exato lugar que se impactava com o mar, nesta junção de areia, água da cascata e mar, um pequeno tremor se sentia, a areia se remoia, tudo se inquietava, se sentia.A enseada calma clama e canta por seu nascimento. Aos poucos o filete de água sobe com a areia, uma onda se avoluma, este espectro se levanta em forma de furação funil, girando ate as copas, alguns segundos suspensos no ar, e o vento grita arrancando folhas e retorcendo os galhos, o mistério se faz sentir. O espectro de água e areia, mais puro e límpido que toda a pureza e limpidez se precipita fulminante se enterrando na areia e fechando o movimento e os ventos e nada mais aparenta como antes.
Agora esta como o silencio de antes.algum tempo se passa e na areia se levanta duas narinas claras e  fúlgidas, e como um espirro forte se levanta do chão da praia de areia o seu focinho, no bufo inicial de sua vida as partículas de areia voam e se lançam ao céu, elas se encantam em minúsculos grãos coloridos se ascendem ao firmamento rapidamente se unindo as outras estrelas no zodíaco cintilante. O seu focinho já consegue respirar mas seu restante corpo enterrado esta! Difícil vir a superfície, toda sua força é digna de espanto e por minutos de peleja, avanços e retrocessos ,a terra em tremores constantes ate sua cabeça aparecer e subir a tona,relinchando a decibéis absurdos, aclamando o ar em sua volta que treme, sismo por toda ilha, luta valente  e com um olhar forte e decidido, em seus olhos lagrimas de um estranho liquido azul escorrem. Exalam tudo aquilo que ninguém pode descrever de maravilhoso e sublime. Em um pulo elegante, dissonante e macio, saia de uma vez da areia espirrando suas águas de seu corpo de água límpida e seus cascos de areia, se levanta e sua postura é altiva espetacular. Assim ele nasce. O cavalo de Água .Agora pode existir, estar! Com olhar penetrante arrepiando sua Crina esvoaçante desabrochou da areia e água sua ascendência significante!
De tudo quanto se conhece de alegria advem desse lugar. Perguntam por sobre o que  e por onde encontrar tal lugar. Cada passo equino esparrama gotas e esquichos de água tutti frutti, as arvores pelo caminho se enclinan para poder sentir seu cheiro que tanto ouviram falar as caravanas e carruagems que nestes caminhos gélidos passaram por um antiga rota de comercio, que todos os bens já trafegaram. Ele passa rápido em desabalada velocidade de potro novo, como um piscar, um vulto sem sombra . seu som manso e forte chega devagar e se apossa brilhantemente da audição. som mais puro, mais gracioso, mais eterno e tenro já ouvido, que ate quem não tem ouvidos pode ouvir tamanha sua beleza. Nada o impedi, esta a conhecer seu lar a partir de agora. Trota sem esforço, em uma curva derrapa desajeitado, novos movimentos aprenderá da melhor forma. Se recompõe do primeiro susto, se levanta bufa, relincha agressivo conta o mundo, volta a trotar e como águas fervendo nos olhos, passa a galopar, os animais se assustam de sua formidável velocidade,  sorri, grita e baba de força diante de sua tração absurda, diante de um riacho, o final da linha do bosque, caminho da caravanas , se lança como uma águia em direção a água do riacho, no ar plana perfeito, por alguns segundos sem fim, um relâmpago o toma e o faz inconsciente, e assim suas águas precipitam nas águas do rio e desaparece.
Lampejos de goticulas de águas transparentes, são borrifadas todas as noites sobre as folhas verde escuras de veludo, nenhuma arvore igual a outra. Ao fundo sem foco, após um rasante lento e pesado por sobre o riacho, posso ver dois troncos se entrelaçando, formando uma trança bela e simétrica. As gotículas  de água agora irão dormir mediante a guarnição do espírito  que faz tudo repousar. Cada gota, se assenta em uma folha dessa floresta magistral. De fato algumas folhas balançam pelo peso da gotícula, outras se arrepiam de carinho sentido. Todas elas repousam  em milhares de folhas, pois o nosso ser precisa aprender a domar seu ímpeto e  o incógnito assim planeja sem sabermos. Um vento brando e gelado carregado de cristais de gelo de Pangéia sussurra e tudo ouve: - sábio repouso caia sobre ti e seus poderes, amanhã novas profecias aprenderá sobre si  e suas águas escorrera como sangue sobre seus cascos!

 A noticia chega pela noite

 Ancestrais de Atlas estavam confusos diante das noticias, eles se fundiam, mergulhavam, se arguiam entre si, separavam –se longamente com adventos suspeitos do calor central do planeta, algumas delas moribundas bebiam e  comiam, tudo se agitava diante da noticia do surgimento do rumor cavalo de água. Nada tinham a entender, preocupadas, frenéticas trombavam em agitação melancólica.
A mais clara entre elas, parecia inquieta, procurava conselhos entre a irmãs. A mais escura e verde admirava o fogo crepitando eternamente dançando em fagulhas risonhas. A mais neutra das cores, a mais previligiada, discursava ha anos sobre o evento noticiado e suas lagrimas evaporavam tão,logo tocavam o solo e corriam em vapor a velocidade instantânea a se juntar sobre o orvalho da floresta para testemunhar o ser de água novamente surgir. A mais vermelha, que sabe tudo, sem as outras saberem continua trabalhando como sempre. As outras, de cores perfeitas se misturam sempre e delas nada se pode saber.

 ­­­­No sono do Cavalo ;

moléculas se Reagrupam, e em portas escolhidas podem entram agora. Cada uma  escolhe seu destino. Há plenitude sobre o lugar sem tempo, e as dimensões conflituam devagar, procurando o encaixe. O destino, passado e futuro,  formulam um brilho desconexo. Um homen senta-se sobre a pedra, inclina a cabeça e se desfaz  sumindo sereno no brilho do olhar. E indo alem, alem do calculo,  da finitude e do perdurio que começa com  o final. E alem  do previsível,  somente alem de onde se pode chegar, do flash da alegria. Morfeu rindo baixo e com serenidade, um sorriso com afeto sempre no passado. E indo alem, alem do calculo. Quanto longe ele pode chegar, se arguiam dois velhos sábios sem barbas. Um deles disse olhando para o sol do meio dia: - se ele encontrar alguém em quem acredite!
O outro disse em seguida: sim, na solidão, talvez ele encontre um propósito. Mas se ela acredita que o presente morreu e se foi com a chuva!

Mas somente se emergir um afinco desejo de liberdade!
Mas agora, não poderíamos arriscar perde-lo na vigília sem aprender suas forças.
Mas veja, não é que ele esta errado, so ainda não sabe se esta com uma orelha atenta aos ruídos dispersos na nevoa que o cobre!
 Sangrentos beijos entre o bem e o mal, louvam as intenções abaixo das nuvens recém criadas!
O seu mundo pavimentado com essas boas intenções sem corrigir seus desejos criam alguns venenos!

Sonânbulo despertar

Eu consigo, eu aprende, com estas emoções, eu suporto, eu passarei sem uma cicratiz, talvez 2 ou 3. E no mar das oportunidades, que enterramos em nossas dores, sem saber que o profundo céu azul é negro. Mas eu estou tão distante, como você pode ver, a força veio junto mudando pelos milhares de  kilometros rastejados, e posso chorar, lagrimas pesadas escondidas e sem uso. E na face dos deuses impávidos sem opinões,. As coisas sempre podem desafogar em crenças, eu sei,  ouve-se um tentar, então ele tenta.  Escorrido pelo aparato sem amor, seus pelos se recolhem sem ninguém conhecer. Os encontros tão dependentes de olhares de apoio e aprovação genuina, ou Quiça  apetite. Então ele pode cruzar as linhas impossíveis, entre estar errado  ou certo tempo todo. Não importando as consequencias, ela não será tua, não! Talvez nunca mais, Nem em seus sonhos, não durma, pois os ruídos são assustadores nas trilhas da floresta, e o mundo massageia aqueles que encontram uma resposta conveniente. E para sempre ele não pode negar, mas ele depende se alguém em quem olhar com afinco, sem tremular seus lábios e sem embargar a voz  ainda aguda. Nunca fez algo para merecer, sempre buscando um alguém que se importe. Se levantando, se lembrando como um sacerdote perdido nas floresta sem aconchego rezando sem fé. E a razão, esta não pode ser pega, não pode passar por ela sem ódio, sem arrogância de conhecer sem duvidar.
 Sua fala se articula com os pássaros, que o seguem em seu voo correndo pela planicie alagada entre os dois mares .Cadencia mansa, e seus olhos avistam uma sorte ao horizonte, os pássaros o acompanham a rasantes e mergulhos, eles gorjeam, por ser mais bonitos e por seduzir seus pelos esvoassantes pelo vento úmido da pântano. Linda imagem de textura impar, cavalo de água, galopando na planície, como uma criança correndo sem cansar, como uma Deus tranquilo sem maldade  e desesperado, como uma flecha sem veneno, sem resistência. Cavalo de água, sem roupas, sem aplicações a que se preocupar, em lampejos por horas ele aprende a correr e usar suas forças. E as cores se agrupam diante do sol, ao horizonte. As arvores brotam na planicie repentinamente, algumas flores borboleteiam por sob seu rastro fazendo ele ter que desviar delas, pois crescem rapidamente assim que cada casco,  cada pata toca o solo. Germinar, crescer e evoluir, adultez, arvores, sequoias, jacarandas, mognos, cedros, palmeiras gigantes, aboboras retumbantes. Bosques verdes, pois as cores verdes tonalizam e o seguem para sempre. E o verde é sempre a cor prevalecente. E assim ao acordar e praticar seus talentos ele tem um dia de vida, que diz: eu sou, eu sou, eu sou, eu sou!

 E vem o frio!

No frio, no gelo é que se conhece, se aquece, se testa o couro. Nem sempre os flocos são etéreos, são chuvas de beleza diante da lua clara amarelada. Ele se esconde em cavernas, após o fim da planície cavalgada durante dias a fio. No horizonte ao final do ultimo dia de viagem pela planície, avista as montanhas, e conhece a lua amarela entre dois cumes altos e afiados.  Ele para com um pequeno derrapar. Percorre no olhar o leste e o oeste. Uma brisa gélida o atinge, balançando sua crina . um outro vento mais forte lhe diz em tom firme e sincero: - sou o frio  e não irei te proteger mais por algum tempo. Cavalo de água, gira seu longo pescoço, olha para trás e vê a planície sem fim ao sul. a frente a lua começa a se esconder atrás da montanha mais baixa, um novo vento lhe sussurra com voz feminina:- Venha, Venha, sou seu destino!

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